sábado, 14 de abril de 2018

28 anos

Sempre tive medo de envelhecer. Não, minto, depois que envelheci que adquiri essa fobia.
Não é exatamente uma vontade de permanecer bonita, daqueles tipos de beleza que exalam o frescor da pele e fazem os homens loucos (até porque nunca tive paciência para essa exibição).

O medo é de ter que mudar, me adaptar a um novo papel que infelizmente já vem se avizinhando. Como eu poderia deixar de ter um espírito jovem e brincalhão para ser séria e responsável? Minhas desculpas estão acabando enquanto a coluna me cobra uma nova postura (para não me travar na cama e na vida).

O mais apavorante, entretanto, é olhar para o que gostava antes com um certo distanciamento. Há um bom sentimento de nostalgia, mas parece que aquilo não mais te pertence, ou você que não pertence mais a ele.

Não há mais aquela fé ingênua de que tudo vai dar certo e não se sofre mais de amor como antes. Taí uma vantagem ao menos: as dores não são mais tão profundas, mas fica a dúvida: estarei me tornando uma pessoa rasa? Ou apenas mais forte? É normal não ter grandes sentimentos em relação a nada? Tudo vai ser sempre assim tão morno como um mingau esquecido na mesa ou às vezes teremos momentos de uma intensidade verdadeira?

segunda-feira, 5 de março de 2018

Diários de uma escritora: Dias improváveis.

Olá meus queridos!

No último post eu deixei em aberto se eu faria ou não uma série com esse título "diários de uma escritora", mas acontece que duas coisas maravilhosas ocorreram num espaço muito curto de tempo e eu queria compartilhar com vocês.

A primeira felicidade é que chegou pelo correio o documento que me dá os direitos autorais de uma coletânea que escrevi. O dia foi o mais improvável possível, mas lá estava a cartinha nas minhas mãos ao fim da tarde. É a primeira vez que algo muito bacana acontece depois de um dia cheio de desastres catastróficos (será isso uma hipérbole?).

Quer dizer, na última quinta meu sobrinho fez uma tremenda malcriação para o pai porque não queria tomar banho. Acontece que ele resolveu bater a porta de vidro do boxe e esta se transformou num mar de caquinho e cacões que precisaram de umas duas horas para serem juntados e descartados. 

O menino só teve alguns arranhões, mas o pai cortou três dedos e teve que ser levado às pressas para a emergência. É claro que foi o avô que o levou, porque eu desmaio vendo sangue, mas até eu me surpreendi com o sangue frio que tive (assim que vi a mão do meu irmão agarrei meu sobrinho porque saquei que eu seria mais útil acalmando-o e fugindo da hemorragia antes de desmaiar) porque todos estavam agindo por instinto e nem pensaram em parar de catar cacos e levar o acidentado na emergência (a parte cômica da tragédia).

Passei a tarde (depois de catar os cacos) ajudando minha mãe nas tarefas para que ela pudesse lavar o banheiro e tirar mais cacos (a cada minuto descobríamos mais pedacinhos de vidro em lugares improváveis) e lá pelas cinco quando a avó materna do meu sobrinho chegou a carta veio junto. Aliás além do dia ser improvável, a pessoa que trouxe era mais improvável ainda. Difícil de acreditar nessas improbabilidades, mas como Joseph Climber disse: "A vida é uma caixinha de surpresas", mas ainda bem que eu não virei um peso para papel (risos).

A segunda notícia é que poucos dias depois recebi a resposta de uma editora dizendo que se interessa em publicá-lo. Parece que 2018 vai ser um grande ano! Não sei ainda se o contrato é bacana, mas manterei vocês atualizados podem confiar;)

Agradeço a todos os amigos que torcem por mim. No próximo post falarei mais sobre o livro. Beijos!
Aleska Lemos.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Diários de escritora: Confissões estressadas.

Olá!

 Eu andei sumida porque também participo de um blog literário e aquilo lá mais parece a caverna do dragão, porque o trabalho é contínuo e a gente nunca consegue sair para fazer outras coisas. Felizmente ontem fiz um esforço e adiantei minhas resenhas desse mês e resolvi dar uma atenção para esse meu queridinho hoje.

Bem, agora que me desenrolei estou querendo voltar à rotina de escrever todos os dias, mas anda meio difícil porque tenho que pensar no conteúdo para a página do facebook (só tenho dois dias na semana com postagens, às vezes sinto que minha page é fantasma) e tirar um dia inteiro para preparar e programar o conteúdo. Alguém aí tem experiência com isso? Quem tiver, me manda umas dicas porque preciso dar um jeito de deixar aquilo lá mais lúdico e atrativo para o público.

Nessas horas que a gente gostaria de ter um CDC (criador de conteúdo) trabalhando dia e noite para fazer nossas redes sociais bombarem, enquanto que nós ficaríamos apenas escrevendo nossos contos, fanfics e romances e lidando com as editoras. Porém, como a grana só sai e não começou a entrar ainda, a gente fica nessa  de ter ideias e programá-las para ganhar tempo.

Às vezes eu penso em começar a fazer vídeos e postar no Youtube para promover meu trabalho, mas acho essa ideia esquisita, quer dizer eu sou escritora e não atriz (a verdade é que eu morro de medo de falar na frente da câmera ou em um microfone), em outras palavras prefiro a parte introspectiva do processo criativo e não a expositiva. Entretanto, os fatos cismam em cair na minha cabeça e volta e meia me pego pensando que se quero fazer sucesso, preciso fazer vídeos, então não se assustem se algum dia eu aparecer aqui divulgando algum  ;)

Outra coisa que eu queria dizer é que colocarei hoje minhas visitinhas a vocês em dia e espero voltar a publicar mais frequentemente. Muito obrigada pelos comentários nos últimos posts! Até mais galerinha!



PS: De repente "Diários de Escritora" poderia virar uma série aqui no blog né? Uma boa ideia finalmente ^_^. 

Até mais!
Aleska Lemos

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Aprendendo sem sofrência.


 No último post, falei sobre a necessidade de se discutir novos valores sociais, no de hoje quero falar sobre como eles podem contribuir para a educação.

Antes eu gostaria de voltar um pouco no tempo e falar da minha vida escolar. Tem total relevância para minha proposta, a propósito, então lá vai:

Quando entrei na escola, estranhei muito aquela cultura de sentar e me concentrar em coisas chatas. Nas primeiras séries eu não era uma boa aluna, ficava viajando na maionese e tinha dificuldade de decorar o conteúdo. Entretanto, descobri logo o sentimento de frustração e quão decepcionante era me sentir burra por não entender o que era para fazer, por isso, esperta como eu era descobri que para ser boa aluna, o que eu precisava fazer era decorar tudo: fórmulas, nomes de bactérias, formação de nuvens etc.

Infelizmente, minha educação escolar teve muito pouco tempo para se dedicar aos problemas sociais. Acho que fiz umas duas ou três redações em sociologia sobre o assunto e depois nada mais, mas mesmo assim, acho que decorei uma gama de argumentos que ouvi em algum lugar para poder fazer. Em outras palavras, saber era acumular informação e o pior era que esse conteúdo estava totalmente desvinculado da realidade. Não me ajudava em nada a interagir entre os meios por onde circulava.

Quando entrei para a faculdade, senti uma enorme dificuldade de acompanhar, pois o conteúdo dialogava diretamente com a realidade e eu já estava há muitos anos fechada em meu mundinho.  Acho que essa fase foi um processo de descondicionamento, e graças a Deus eu não sou um rato, porque senão teria ficado louca (psicólogos entenderão).

A decoreba por si só não me ajudava a ir bem em provas. Os professores não faziam perguntas as quais já sabiam a respostas, eles forneciam problemas que devíamos solucionar manipulando a informação que recebíamos, em outras palavras: aprendi a argumentar e principalmente a raciocinar (cientificamente falando).

Quando começaram as disciplinas de licenciatura, descobri que o método de ensino que eu recebi na escola era supercriticado  e que os pedagogos de algumas correntes achavam que o modo como aprendi na faculdade deveria ser transportado para a educação básica: as crianças deveriam ser desafiadas a construir a própria narrativa da História (eu sou professora de História, então falo pela minha matéria), solucionando problemas apresentados pelo professor. Essa medida impediria que as crianças esquecessem da matéria no futuro porque ao invés de decorarem o conteúdo frio de um papel, elas estariam vivenciando e aplicando conceitos no próprio cotidiano. Isso é o que se chama de aprendizagem significativa, pois envolve o emocional do aluno.

Dessa maneira, gostaria de fazer o mesmo com minhas histórias. Ao invés de serem reafirmadoras de valores socialmente aceitos, ela proporia desafios ao leitor mirim instigando-o a trazer suas vivências à tona e descobrir por si mesmo (e dessa forma aprender a ser confiante de seu discernimento)  a verdade sobre o mundo que vive. Dessa forma, crianças e adolescentes estariam aptos  para pensar sobre os valores sociais e se eles são justos ou não.


Acho que dessa forma outras gerações poderão se inserir no mundo sem passar pelo que passei. A escola deveria ser um lugar bom e seguro para todos não é?

Bom, isso é tudo pessoal!

Aleska Lemos.

PS: Quem puder dar um like na minha página do facebook terá minha gratidão eterna.  Eis o link: https://www.facebook.com/aleskaeseusescritos/

domingo, 21 de janeiro de 2018

#4º Post: Novos Valores Sociais.

Há dois posts atrás, falei que gostaria de escrever histórias que falassem de alguns assuntos polêmicos, para problematizar certos valores sociais que vem prejudicando vários grupos em nossa sociedade. Bem, hoje venho explicar a minha teoria, se prepare para o textão!

Os valores de uma sociedade são construídos pela influência de muitas coisas: religião, sistemas econômicos, geografia, etnias e por processos históricos. o Brasil, por exemplo, tem vários feriados cristãos porque foi muito influenciado pelo Catolicismo. É um país que cultua o consumismo porque é Capitalista. Tem uma cultura muito rica porque é muito extenso(e possui muitos climas diferentes) e porque abrigou muitos povos diversos. É um país democrático porque o povo o construiu assim ao longo de nossa curta História.

No entanto, percebo que nossos valores estão um bocado equivocados. É lógico que como um grupo que coopera pelo bem estar geral, devemos ter regras de comportamento compartilhadas para cuidar do que é público, mas percebo que em geral nossos valores se referem ao que acontece dentro de casa e não fora. Por que julgamos uma pessoa homossexual ou uma mãe solteira? O que importa se duas pessoas do mesmo sexo adotam uma criança? O que importa se essa criança vai ser homossexual ou não quando crescer? Se o mundo todo fosse gay poderíamos reproduzir in vitro, não é mesmo? Então, onde mora o problema?

Nada dessas coisas realmente prejudica o conjunto da sociedade. Deveríamos estar preocupados com aqueles que vandalizam praças (tipo quebram bancos ou balanços ou destroem monumentos), que fazem caixa dois com dinheiro público, que desviam a merenda das escolas, que causam acidentes de trânsito, que são corruptos, que não dão lugar aos idosos, os que estupram¹ ou raptam entre outras coisas. Essa é a esfera que os valores sociais deveriam atender, porque é esse tipo de coisa que se deve coibir para a proteção de um estilo de vida e da ordem pública.

Acho que o único momento em que a sociedade deve interferir na esfera privada é em caso de abusos físicos/psicológicos dentro da família. De resto, se o casamento é gay ou interracial  ou se a pessoa quer ou não ter filhos ou mesmo se não quer casar, não deve haver julgamentos da sociedade. É a opção da pessoa e a ninguém mais interessa.

Sei que nem todos concordarão comigo, nesse post, mas escrevi tudo isso para justificar minha intenção de propor uma melhor noção de coletividade em minhas histórias. Afinal, criei esse blog para servir de guia ao meu imaginário ;) (se eu ficar famosa, será que vão usar esse post para escrever minha biografia?). Bem, isso é tudo por hoje! Uma boa semana!

¹ Esses tipos de violência causam reações sim, nas pessoas, mas ainda não é um consenso culpar o estuprador. A vítima ainda é a maior acusada pela sociedade.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Evento Literário: Rio Comics 2018

Esse final de semana rolou o evento "Rio Comics 2018" na Univeritas que se situa no bairro do Flamengo. O ingresso na hora foi  25 reais, mas dava para comprar antecipado na internet, provavelmente num preço menor, mas não sei ao certo. Sabe aquela coisa de decidir ir na hora e pronto? Pois é, foi assim e não me arrependo.
Aquela foto que ninguém percebe que foi tirada. Sou dessas (risos).

Na verdade, quando entrei eu não estava dando muito crédito. Era um evento pequeno, menor que um evento de anime do Clube América, mas tinha muita gente talentosa. Vi muitas pessoas vendendo prints, mas alguns fizeram fanarts muito incríveis e tive muita vontade de trazer um do Jon Snow com o Ghost, mas nem sei onde eu colocaria. Minhas paredes estão cheias de armários 😁.

Tinha muitos cosplayers, apesar de ontem não ser o dia da competição, mas sempre vale a pena vê-los. É engraçado os treinos de dancinhas e ver como eles incorporam os personagens. É claro que também sempre tem alguém que vem com um cosplay muito diferente, como o Macaco louco das Meninas Super Poderosas e te faz viajar para algum lugar da infância.

Além disso, tinha uma banda de garotas muito talentosas cantando o melhor do rock (e mostrando que as garotas também mandam ver nesse ritmo "do demo"), sorteios de carregadores em forma de Pokebolas, estande de mangá e quadrinhos americanos e muitos autores e ilustradores nacionais expondo seus trabalhos com muito capricho. Conversei com muitos deles e teria trazido todos se tivesse saído de casa mais preparada (tipo assim: com a carteira recheada), mas achei bem legal porque muitos estavam ali meio que vendendo a própria vida em forma de arte. Bem, vou fazer uma listinha dos mais interessantes:

Paulo Chacon: Ele teve a ideia de criar super heróis do subúrbio do Rio e isso foi o que me chamou primeiro a atenção. Ele satiriza os presídios, cria gangues de pombos espalhadas pela cidade, fala do nosso hábito de comer coxinha e caldo de cana em barraquinhas de rua e feiras, a cultura dos botequins e a velha treta do pagar fiado.


Anderson AWVAS: Ah esse me conquistou pela fofura. É uma HQ sobre a vida do casal que estava vendendo. Segundo ela, o "namorido" fez o livro das vergonhas dela, pois registrou todos os seus momentos de distração pisciana. Ainda não li, mas a capa é muito simpática e as ilustrações são vibrantes (ele autografa desenhando o blackpower dele kkk super original). O nome do trabalho é "A vida de Awvas".


Thiago Drumond:Esse eu fiquei muito triste de não ter podido comprar. Ele é um fã de Senhor dos Anéis e fez uma história sobre Orcs negros. Acho que não é exatamente uma fanfic de L.O.R , mas a obra deve tê-lo inspirado. Achei muito inteligente ele querer contar a versão desse povo numa guerra.  Acho que Tolkien sempre os pintou como um povo nojentinho (risos) de repente por um outro olhar ficam mais simpáticos. O livro se chama "Ascensão- Crônicas dos Orcs Negros"


Lucinei M Campos: Esse era um cara muito engraçado. Foi fantasiado como um mago branco, mas dava pena porque estava um calor danado e o cara estava com um manto da cabeça aos pés. Ele escreveu a história "Lavínia e a Árvore dos tempos", onde uma menina de 9 anos ganha uma fada rabugenta que não gosta de crianças e anda com uma pexeira mágica na mão. Ah a fada se chama Lorivaldo... achei tão doida que valia a pena conhecer a história.


Tebhata Spekman: Conversei um tempão com essa moça sobre a carreira de ilustrador e ela foi super bacana. Comprei nela uma mini HQ que homenageia filmes e músicas dos anos 80 e descobri sem querer que tinha uma referência a um filme que gosto muito: "Labirinto" com o David Bowie interpretando o rei dos duendes. O legal é que o traço dela o deixou muito fofo.


Teve muitos outros autores,  mas esses eu vou só fotografar os cartões e deixar disponível para vocês. Um abraço!


Aleska Lemos

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

#3°Post:Uma imagem e 140 caracteres.

Hoje eu venho aqui excepcionalmente para participar da gincana da Mari B. Eu já havia participado dela há anos atrás quando ainda era o Christian quem promovia a interação. Estou feliz de voltar porque é um exercício de escrita né?

A interação consiste em escrever um mini conto em 140 caracteres relacionando com a imagem da semana. Eis a minha participação:


Chuva de ouro decora meu caminho,
 ah se eu pudesse levá-la comigo!
 A fé nunca me abandonaria.

Bom, isso é tudo por hoje. Só uma passadinha rápida. Até mais!

Aleska Lemos.

28 anos

Sempre tive medo de envelhecer. Não, minto, depois que envelheci que adquiri essa fobia. Não é exatamente uma vontade de permanecer bonita,...